Dia 22 Março. Dia Mundial da Água, a importância das nascentes.

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A água doce é considerada elemento indispensável para manutenção da vida na terra, satisfazendo as necessidades básicas, como saúde, produção de alimentos e a continuidade dos ecossistemas. Essa importância, associada àgrande possibilidade de sua escassez, faz com que a conservação e a recuperação das nascentes de água, se torne um instrumento essencial para manutenção e qualidade de vida das futuras gerações.As nascentes abastecem riachos, córregos e cursos d’água que por sua vez abastecerá os rios. Se não houver a proteção destas nascentes, muito provavelmente a vazão de água disponível nos cursos d’água será prejudicada afetando sua qualidade e principalmente, o meio a sua volta.
Para recuperação e preservação das nascentes e mananciais nas propriedades rurais podemos adotar medidas de proteção do solo e da vegetação que o cobre, banindo práticas, como queimadas e derrubadas e adotando como forma complementar o reflorestamento
de nascentes e sua proteção.

 

A seguir, observações sobre as práticas que degradam as nascentes e as práticas para a
preservação e recuperação das nascentes:

 

PRÁTICAS QUE DEGRADAM AS NASCENTES

COMPACTAÇÃO DO SOLO – A compactação é efetuada quando se permite o acesso dos animais às nascentes, diminuindo sua capacidade de infiltração, ficando sujeito à erosão, consequentemente, provocando o assoreamento das nascentes e a contaminação da água por partículas do solo, diminuindo a sua qualidade. A vazão também é prejudicada pois um solo compactado dificultará o afloramento da nascente diminuindo sua vazão.

QUEIMADAS – O produtor após o desmatamento, muitas vezes ateia fogo nos restos de vegetação para limpar melhor o terreno, porém, além de queimar os resíduos da floresta acabam destruindo a matéria orgânica da camada superficial do solo, eliminando os microorganismos benéficos para o solo que atuam na decomposição de restos de plantas e animais. Alem disso, contribui para o aquecimento global e o risco do fogo sair de controle.
USO DE DEFENSIVOS – O uso excessivo e incorreto de defensivos agrícolas nas lavouras são grandes agentes de contaminação do solo e da água, principalmente do lençol freático. Por isso seu uso deve ser controlado e feito sob a orientação de um técnico responsável.
Deve-se construir locais apropriados para o descarte das embalagens, que jamais devem ser jogadas em rios e córregos ou junto ao lixo comum da fazenda.
MAU PLANEJAMENTO NA CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS – Geralmente, as estradas de acessos às lavouras, construídas nas encostas, não têm um planejamento adequado visando à proteção das nascentes.
Cortes para a construção das mesmas são realizados em locais indevidos ocasionando o assoreamento dos rios com a ação das chuvas devido a exposição do solo.

 

PRÁTICAS QUE PRESERVAM E RECUPERAM AS NASCENTES

 

CONSERVAÇÃO DO SOLO – Destacamos 03 pontos :

1) Plantio em curva de nível – é uma técnica de conservação do solo e da água, excelente para o
cultivo em morros e terrenos acidentados. Neste tipo de plantio, cada linha de plantas forma uma barreira diminuindo a velocidade da enxurrada;

2) Evitar queimadas – pois estas, causam sérios danos às florestas e outros tipos de vegetação deixando o solo descoberto e matando os microrganismos e a vida do solo;

3) Fazer uso dos restos culturais (palhada) – esse material, também chamado de matéria orgâ-nica, quando apodrece, favorece os organismos que vivem na terra melhorando as condições de infiltração e armazenamento de água no solo, além de diminuir o impacto das gotas de chuva sobre a superfície.
CERCAMENTO DE NASCENTES – Construção de cercas, fechando a área da nascente, num raio de 50 metros a partir do olho d’água: evita a entrada dos animais e por conseguinte o pisoteio e compactação do solo. Deve-se manter a cerca limpa (evitando que o mato “tome conta”) para evitar que o fogo, em caso de incêndio, atinja a área de nascente.
ENRIQUECIMENTO DA VEGETAÇÃO – A vegetação em torno das nascentes funciona como barreira viva na contenção da água proveniente das enxurradas. Deve-se priorizar espécies nativas da região que geralmente são divididas em pioneiras e clímax (ou espécies secundárias).
A mata ciliar não deve ser plantada em cima da nascente. Deve-se respeitar um espaço mínimo de 30 metros de distância. A renovação da vegetação junto à nascente deve acontecer de maneira natural.

 

Outras Medidas – Construção de fossas sépticas nas residências rurais, evitando o lançamento
de esgotos nas águas da propriedade. Construção de fossas para os rejeitos animais, principalmente, no caso de criação de suínos. Construção de cochos para abastecimento de água para o gado ao longo da propriedade, evitando o trânsito de animais junto às nascentes e córregos..

 

Fonte:http://cooabriel.coop.br

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